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Boletim de Histórias - número 26

Índice

1. Introdução: Línguas Indígenas do Brasil
2. A origem das Línguas, segundo os índios Aruá, de Rondônia
3. Classificação Geral das Línguas
4. Classificação das Línguas Indígenas do Brasil
5. Curiosidades
6. Quadro de Línguas Indígenas do Brasil
7. Atualizações no site

 

1. Introdução: Línguas Indígenas do Brasil

- Que língua falam os índios do Brasil ?

- Todos os índios falam a mesma língua ?

- A língua dos índios se chama Tupi-Guarani ?

 

Para estas três questões, os linguistas já formularam as respostas. Porém o estudo das línguas indígenas do Brasil é ainda bastante preliminar e falta responder a muitas outras perguntas; tantas que estudiosos julgam ser "mais adequado falar em graus relativos de incerteza do que de certeza".

A falta de conhecimento mais profundo sobre as línguas indígenas deve-se (além da crônica carência de recursos para pesquisas) à falta de textos atuais e antigos escritos nestas línguas. Com exceção dos idiomas registrados pelos jesuítas desde o século XVI - o Tupi antigo, o Guarani antigo e o Kiriri - os textos que permitem o estudo aprofundado das línguas são apenas fragmentos, pois os povos indígenas sempre privilegiaram a transmissão oral de seus conhecimentos e poucos não-índios escreveram em línguas indígenas. Só em tempos recentes os próprios índios passaram a escrever suas experiências em suas línguas.

E para que serve o estudo das línguas indígenas, muitas delas faladas por poucas pessoas ? Um das razões é para entender os sistemas que todos os homens utilizam para explicar tudo o que está à nossa volta, pois os linguistas relacionam os vários idiomas que existem para entender o processo de criação da própria linguagem. Além disso, o estudo das línguas indígenas nos auxilia a formular hipóteses sobre o passado dos índios, como sua localização em tempos antigos e relações entre diferentes grupos indígenas.

Este boletim da Iandé fala um pouco sobre as línguas indígenas faladas no Brasil. Antes porém, é necessário responder às três questões do início deste texto:

 

- Que língua falam os índios do Brasil ?
Existem mais de duzentas etnias indígenas diferentes no Brasil e cada uma delas fala (ou já falou no passado) sua própria língua. São utilizadas hoje, aproximadamente, 180 línguas diferentes. Há mais povos indígenas do que línguas porquê alguns destes grupos perderam seus idiomas por completo.

- Todos os índios falam a mesma língua ?
Não, pois cada uma das 180 línguas indígenas é diferente da outra. Algumas destas línguas apresentam semelhanças, da mesma forma que acontece entre o português e o espanhol. Entre outras línguas indígenas porém, o grau de semelhança é nulo, como o que há entre o inglês e o chinês, ou ainda, entre o português e o javanês.

- A língua dos índios se chama Tupi-Guarani ?
Não, os nomes das línguas indígenas são os mesmos nomes usados para se referir às etnias que as utilizam (com exceções). O Tupi-Guarani nem é uma língua, mas sim um conjunto de línguas que apresentam semelhanças entre si, como a língua Tupi, a língua Nheengatu, a língua Tapirapé, a língua Guarani, etc... Os primeiros índios que os europeus encontraram no Brasil falavam línguas desta família Tupi-Guarani e permanece até hoje a falsa impressão que todos os povos indígenas falam Tupi-Guarani.

 


Índios Marubo: cerâmica onde a artista gravou uma palavra

 

 

 

2. A origem das Línguas, segundo os índios Aruá, de Rondônia

No começo do mundo havia dois irmãos: Andarob e Paricot

Andarob era mais velho e muito preguiçoso, vivia deitado. Paricot era mais novo e mais inteligente. Um dia ele resolveu criar o mundo, Paricot pensava nas coisas e elas começavam a existir. Certo dia, Paricot engravidou um cupinzeiro e toda a terra ficou grávida. Passaram dez meses, Paricot abriu a terra e de lá foi saindo um casal de cada povo que existe no mundo.

Paricot disse a seu irmão: - Andarob, eu vou ensinar uma língua só. Quando estiver quase para acabar, você ensina um pouquinho de sua língua.

Paricot saiu ensinando a língua Aruá aos índios, mas andou um pouquinho e seu irmão já foi ensinar outras línguas para os outros casais. Quando chegou no homem branco estendeu a mão e ensinou a dar a mão como fazem os que não são índios (os índios não dão a mão).

Andarob ensinou todos os tipos de língua que só ele sabe até hoje. Paricot sabia até mais, mas queria que todos falassem a mesma língua.

 

Para saber mais:
- Terra Grávida; de Betty Mindlin e narradores indígenas (a história da origem das línguas foi contada pelo senhor Awünaru Odete Aruá, um dos últimos falantes da língua Aruá)

 

 

3. Classificação Geral das Línguas

Quando um grupo de pessoas se separa, e os dois grupos resultantes não precisam mais se entender, as línguas faladas por cada um vão se ajustando às experiências diferentes pelas quais cada grupo passa. Depois de um tempo as línguas de cada grupo deixam de ser compreensíveis entre si e passam a constituir línguas diferentes, apesar de compartilharem a mesma origem.

Os linguistas classificam as línguas a partir de alguns aspectos: vocabulário, construção das palavras, construção das frases, etc... A língua portuguesa, por exemplo, tem grandes semelhanças com o espanhol, francês, italiano, entre outras. Isto porquê estas línguas são todas derivações do Latim falado há dois mil anos. Elas surgiram conforme os falantes do Latim foram migrando e misturando o Latim com outras línguas. O conjunto de línguas que partilham este determinado grau de semelhança é chamado de Família Linguística. O português, junto com estas línguas mencionadas, faz parte da família linguística Românica.

Há diversas outras famílias linguísticas: o Germânico (que inclui o inglês, alemão, sueco...), o Eslávico (que inclui o russo), entre outras. Quando estas famílias linguísticas compartilham algumas semelhanças, elas formam um conjunto maior que é chamado de Tronco Linguístico. A família Românica, na qual se inclui a língua portuguesa, pertence ao Tronco Linguístico Indo-Europeu. Em um passado remoto, havia uma língua que serviu de origem a todas as línguas que pertencem a este tronco linguístico.

O português, o inglês e até mesmo o persa e o grego são línguas do tronco linguístico Indo-Europeu, o que indica um certo grau de semelhança entre estas línguas. Existem outros troncos, como o Camito-Semítico (ao qual pertencem o árabe e o hebraico), o Uralo-Altaico (ao qual pertence o japonês), e outros. As semelhanças entre línguas de troncos linguísticos diferentes são quase nulas.

 

Para saber mais:
- A aventura das línguas; de Hans Joachim Störig

 

 

 

4. Classificação Geral das Línguas Indígenas


Índios Krahò: Maracá onde o artista gravou uma palavra em sua língua

 

As línguas indígenas faladas no Brasil são classificadas em quatro grandes grupos: os troncos linguísticos Tupi e Macro-Jê; e as famílias linguísticas Karib e Aruak.

Há outros grupos menores, que reúnem poucas línguas, e que não têm ligação com os quatro grandes grupos acima. E existem também algumas línguas indígenas isoladas, sem parentesco com nenhuma outra língua conhecida.

O tronco linguístico Tupi é o mais estudado. Acredita-se que a língua antiga que serviu como base a todas as outras línguas deste tronco era falada inicialmente em algum lugar entre os rios Madeira e Xingu, onde hoje fica o estado de Rondônia. Os falantes desta língua antiga começaram a se separar há 5 mil anos atrás.

Uma das famílias linguísticas deste tronco é chamada Tupi-Guarani. As línguas desta família começaram a se diferenciar há dois mil anos mas apresentam entre si um alto grau de semelhança. Uma característica marcante desta família é a mobilidade geográfica: encontraram-se índios que falam línguas do grupo Tupi-Guarani desde a fronteira entre Brasil e Bolívia, passando pelo Paraguai e subindo pela costa. Os povos que os portugueses encontraram na costa do Brasil no século XVI falavam línguas desta família. Os jesuítas portugueses documentaram fartamente a língua Tupinambá (também chamada Tupi antigo) que serviu como meio de comunicação entre europeus e índios no início da colonização. O Tupinambá exerceu uma influência forte na língua portuguesa falada até hoje no Brasil, principalmente no empréstimo de nomes de animais, plantas e lugares geográficos.

Um outro tronco linguístico é chamado de Macro-Jê. É um grupo menos estudado que o Tupi e as relações entre as línguas que o formam são mais distantes. Estima-se que estas línguas começaram a se separar há 6 mil anos, e que os grupos indígenas que as falavam permaneciam isolados, pouco se relacionavam entre si ao contrário do que faziam os falantes de Tupi. As línguas do Macro-Jê se concentram na parte central do Brasil. Dentro deste tronco linguístico há uma grande família chamada apenas de Jê e cujos falantes começaram a se dispersar em diferentes grupos há 3 mil anos.

Um terceiro grande grupo de línguas é chamado Karib. A maior parte de seus falantes está no norte do Brasil, na área de fronteira com as Guianas. É um grupo menos estudado do que o Tupi e o Macro-Jê. As línguas que formam o Karib são bastante próximas, indicando uma separação recente entre elas (de 2 a 3 mil anos). Pelo alto grau de semelhança, o Karib é considerado uma família linguística, porém não há outras famílias semelhantes a esta que possam formar um tronco linguístico. Há evidências de um alto número de empréstimos linguísticos nas línguas Karib, o que sugere que os falantes destas línguas poderiam ser uma conexão entre grupos linguísticos diferentes que mantivessem uma rede de comércio.

O quarto grande grupo de línguas indígenas do Brasil é chamado Aruak (ou Arawak) e também constitui uma família linguística. É outro grupo pouco estudado. Sabe-se que os falantes da língua começaram a se separar em algum lugar a oeste de onde viviam os falantes originais do Tupi e Macro-Jê . Alguns autores apontam a região onde hoje fica o Peru, como esta área de dispersão.

Fala-se em 180 línguas indígenas no Brasil, porém este é um número inexato devido à polêmica em se decidir se expressões linguísticas diferentes, usadas por comunidades indígenas separadas geograficamente, integram duas línguas diferentes ou dois dialetos de uma mesma língua.

 

Para saber mais:
- Línguas Brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas; de Aryon Dall'Igna Rodrigues
- A História da Cultura Brasileira segundo as Línguas Nativas; por Greg Urban (capítulo do livro "História dos Índios no Brasil", organizado por Manuela Carneiro da Cunha
- As Línguas Indígenas no Brasil; por Raquel F. A. Teixeira (capítulo do livro "A Temática Indígena na Escola", organizado por Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni
- Línguas Indígenas no Brasil Contemporâneo; por Ruth Maria Fonini Monserrat (capítulo do livro "Índios do Brasil", organizado por Luís Donisete Benzi Grupioni

 

 

 

5. Curiosidades

- Gênero: Entre alguns grupos indígenas há diferenças entre a fala dos homens e a fala das mulheres. Isto acontece, por exemplo, entre os Rikbaktsa (Mato Grosso), Kadiwéu (Mato Grosso do Sul) e Karajá (Tocantins).

- Poliglotas: no noroeste do Amazonas, em afluentes do Rio Negro, convivem diversas etnias indígenas: os Tukano, Barasana, Wanana, Desana, etc... Os índios destes grupos praticam a exogamia, ou seja, um homem sempre se casa com uma mulher que não seja de seu próprio povo. Os filhos destes casamentos aprendem as línguas do pai e da mãe, que por sua vez também falam mais de uma língua. Neste ambiente multilinguístico todos os índios dominam de 3 a 8 línguas diferentes.

- Poliglotas: no norte da região amazônica existem alguns índios que falam inglês. Isto nada tem a ver com boatos que circulam na internet sobre americanos se apropriando da Amazônia, pois é bem mais simples a explicação: nesta área de fronteiras, relativamente pequena, convivem pessoas falantes de português (do Brasil), falantes de espanhol (da Venezuela), falantes de inglês (da Guiana), falantes de francês (da Guiana Francesa), falantes de sranan tongo (uma língua franca do Suriname) e mais duas dezenas de línguas indígenas. Alguns índios da região circulam entre estes países e acabam aprendendo várias línguas. Há verdadeiros índios poliglotas nesta região, que falam português, inglês, espanhol e mais três ou quatro línguas indígenas.

- Tupi: os primeiros europeus que chegaram ao Brasil, tiveram que aprender a língua dos índios da costa brasileira para que pudessem se comunicar. Esta língua é chamada Tupi antigo, Tupinambá ou ainda língua brasílica. Daquela época até a segunda metade do século XVIII a língua portuguesa era utilizada pelos membros do governo enquanto a língua Tupi era falada pela maioria da população. O Tupi se modificou com o tempo: do litoral paulista para o sul tornou-se mais próximo da língua Guarani, no século XVIII já havia sido bastante modificado por neologismos da língua portuguesa e no norte do país originou a língua Nheengatu a partir da simplificação gramatical do Tupi antigo somada a influências do português e de outras línguas indígenas da região do Maranhão e Pará.

- Tapirapé: Josimar Xawapare'ymi Tapirapé, professor de língua Tapirapé de sua aldeia, percebeu que os índios mais jovens utilizavam cada vez mais palavras em português no dia a dia. Uma das causas era a presença na aldeia de objetos feitos por homens brancos que não tinham nome na língua indígena. O professor e seus alunos passaram a criar neologismos para descrever estes objetos: quem falava "barco a motor" passou a falar tatayãroo que é a junção das palavras tatã (fogo), yãra (canoa) e towoo (grande)

- Kaapor: os índios Urubu-Kaapor falam uma língua da família Tupi-Guarani e desenvolveram também uma linguagem de sinais para surdo-mudos. Na década de 60 havia uma alta porcentagem de índivíduos Kaapor que nasciam surdos e por causa disso não aprendiam a falar. Havia um índio mudo para cada 75 não-mudos.

- Pirahã: os índios Pirahã, do Amazonas, falam uma língua da família Mura que está gerando polêmica entre os linguistas. Um dos campos da linguística é o estudo das propriedades básicas das línguas, aquelas características mínimas necessárias para o desenvolvimento do processo de comunicação. O etnólogo Daniel Everett publicou que a língua dos Pirahã é mais econômica, ou seja, tem menos elementos do que o que se julgava o mínimo necessário para se formar uma língua.

- Diferenças: se uma determinada língua indígena não tem uma palavra específica para definir um número (ou outra coisa qualquer), a cultura destes índios pode ser considerada mais atrasada que a cultura dos não-índios ? No grupo de discussões sobre a língua Tupi do yahoogrupos (http://br.groups.yahoo.com/group/tupi/) debateu-se há alguns anos sobre a veracidade de uma história indígena que mencionava sete índios que haviam criado o mundo. Como poderiam ser sete índios se nem existe uma palavra específica para o número sete na língua tupi ? Um número tão importante não mereceria uma palavra para batizá-lo ? Talvez não... Pode-se imaginar uma criança indígena ouvindo que "um grupo de índios criou o mundo". Ao ouvir isto a pergunta desta criança não seria "quantos índios criaram o mundo ?", mas sim: "quais índios criaram o mundo ?", ao que o contador da história diria o nome e talvez toda a descendência dos sete... ou trinta... ou cinquenta índios que criaram o mundo. A tendência a reduzir tudo o que existe a números está nos costumes dos não-índios.

- Pérola: "Piu Katin" é como os índios Kayapó chamam o dinheiro. O significado é "Folha Triste"

- Pérola: Expressão usada pelos índios Suruí-Paiter para se referir às esposas e aos maridos: "aquele/aquela-com-quem-eu-brinco-sempre"


Índios Tiriyó: Colar de miçangas onde o artista teceu a palavra "aranha"

 

 

6. Quadro com Línguas Indígenas do Brasil

TRONCO
FAMÍLIA
LÍNGUA
DIALETO
LOCAL

T

 

U

 

P

 

I

T

U

P

I

 

G

U

A

R

A

N

I

Akwáwa Asurini do Trocará (Akwáwa)
Pará
Suruí do Tocantins (Mudjetire)
Pará
Parakanã
Pará
Amanayé
Pará
Anambé
Pará
Apiaká
Mato Grosso
Araweté
Pará
Asurini do Xingu (Awaeté)
Pará
Avá (Canoeiro)
Goiás/Tocantins
Guajá
Maranhão
Guarani Kaiowá
Mato Grosso do Sul
Mbya (Mbuá, Mbia)
RS/SC/PR/SP/RJ/ES
Nhandeva (Txiripá)
RS/SC/PR/SP/RJ/ES
Kamayurá
Mato Grosso
Kayabi
Mato Grosso
Kokáma
Amazonas
Nheengatu (Língua Geral Amazônica)
Amazonas
Omágua (Kambeba)
Amazonas
Parintintin Diahói
Amazonas
Júma
Amazonas
Karipuna
Rondônia
Parintintin (Kagwahiv)
Amazonas
Tenharim
Amazonas
Tapirapé
Mato Grosso
Tenetehara Guajajara
Maranhão
Tembe
Maranhão/Pará
Uru-eu-wau-wau
Rondônia
Urubu (Kaapor)
Maranhão
Wajãpi
Amapá
Xetá
Paraná
Zo'é (Puturu)
Pará
ARIKÉM Karitiana
Rondônia
JURUNA Juruna
Mato Grosso
Xipaya
Pará
MONDÉ Aruá
Rondônia
Cinta-Larga
Rondônia
Gavião (Ikãrã, Digüt)
Rondônia
Mondé (Sanamaikã, Salamãi)
Rondônia
Suruí (Paiter)
Rondônia
Zoró
Mato Grosso
MUNDURUKU Kuruaya
Pará
Munduruku
Pará/Amazonas
RAMRÁMA Arara (Uruku, Karo)
Rondônia
Itogapúk (Ntogapid)
Mato Grosso
TUPARI Makuráp
Rondônia
Sakurabiat
Rondônia
Tupari
Rondônia
Wayoró (Ajuru)
Rondônia
Aweti
Mato Grosso
Puruborá
Rondônia
Mawé (Sateré)
Amazonas/Pará

 

 

TRONCO
FAMÍLIA
LÍNGUA
DIALETO
LOCAL

M

A

C

R

O

-

J

Ê

Akwén Xakriabá
Minas Gerais
Xavante
Mato Grosso
Xerente
Tocantins
Apinajé
Tocantins
Kaingang
RS/SC/PR/SP
Kayapó Gorotire
Pará
Kararaô
Pará
Kokraimôro
Pará
Kubenkrangnoti
Pará
Kubenkrankêgn
Pará
Menkrangnoti
Pará
Tapayúna (?)
Mato Grosso
Txukahamãe (Mentuktire)
Mato Grosso
Xikrin
Pará
Kren-akarôre
Pará
Suyá
Mato Grosso
Timbira Canela Apâniekrá
Maranhão
Canela Ramkokamekrá
Maranhão
Gavião Parkatejê
Pará
Gavião Pykobyê
Maranhão
Krahò
Tocantins
Kreyé (Krenjé)
Maranhão/Pará
Krikati
Maranhão
Xokleng (Aweikoma)
Santa Catarina
BORORO Bororo
Mato Grosso
Umutina
Mato Grosso
BOTOCUDO Krenak
Minas Gerais
KARAJÁ Javaé
Goiás/Tocantins/Pará
Karajá
Goiás/Tocantins/Pará
Xambioá
Goiás/Tocantins/Pará
MAXAKALI Maxakali
Minas Gerais
Pataxó
Bahia/Minas Gerais
Pataxó Hãhãhãe
Bahia
Guató
Mato Grosso do Sul
Ofayé
Mato Grosso do Sul
Rikbaktsa
Mato Grosso
Yatê
Pernambuco

 

TRONCO
FAMÍLIA
LÍNGUA
DIALETO
LOCAL

K

A

R

I

B

Apalai Pará
Atroari Amazonas/Roraima
Arara do Pará Pará
Bakairi Mato Grosso
Galibi do Oiapoque Amapá
Hixkaryana Pará/Amazonas
Ingarikó Roraima
Kalapalo Mato Grosso
Kaxuyana Pará
Kuikuro Mato Grosso
Makuxi Roraima
Matipu Mato Grosso
Mayongong (Makiritare, Yekuana) Roraima
Nahukwá Mato Grosso
Taulipang Roraima
Tiriyó Pará
Txikão (Ikpeng) Mato Grosso
Waimiri Amazonas/Roraima
Waiwai Pará/AM/Roraima
Warikyána Pará
Wayana Pará

A

R

U

Á

K

Apurinã Amazonas/Acre
Baniwa do Içana Amazonas
Baré Amazonas
Kâmpa Acre
Mandawáka Amazonas
Mehinaku Mato Grosso
Palikur Amapá
Paresi Mato Grosso
Piro Manitenéri Acre
Maxinéri Acre
Salumã (Enawenê-Nawê) Mato Grosso
Tariana Yurupari-Tapuyá Amazonas
Terena Mato Grosso do Sul
Wapixana Roraima
Warakéna Amazonas
Waurá Mato Grosso
Yabaána Amazonas
Yawalapiti Mato Grosso
ARAWÁ Banavá-Jafi Amazonas
Deni Amazonas
Jarawára Amazonas
Kanamanti Amazonas
Kulina Acre/Amazonas
Paumari Amazonas
Yamamadi Amazonas
Zuruahá Amazonas
KATUKINA Kanamari Amazonas
Txunhuã-djapá Amazonas
Katukina do Biá/Jutaí Amazonas
Kawawixi (?) Amazonas
MÚRA Mura Amazonas
Pirahã Amazonas
GUAIKURU Kadiwéu Mato Grosso do Sul
PANO Amawáka Amazonas (?)
Katukina do Acre Acre
Kaxarari Rondônia
Kaxinawá Acre
Korubo Amazonas
Marubo Amazonas
Matis Amazonas
Mayá Amazonas
Mayoruna Amazonas
Nukuini Amazonas
Poyanawá Acre
Yaminawá Acre
Yawanawá Acre
TXAPAKÚRA Orowari Rondônia
Torá Amazonas
Urupá Rondônia
Wari (Pakaanova) Rondônia
NAMBIKWARA Nambikwara do Norte Tawandê Mato Grosso/Rondônia
Lakondê Mato Grosso/Rondônia
Latundê Mato Grosso/Rondônia
Mamaindê Mato Grosso/Rondônia
Nagarotú Mato Grosso/Rondônia
Nambikwara do Sul Munduká Mato Grosso
Galera Mato Grosso
Kabixi Mato Grosso
Nambikwara do Campo Mato Grosso
Sabanê Mato Grosso
TUKANO Arapaso Amazonas
Barasana Amazonas
Desana Amazonas
Juriti Amazonas
Karapanã Amazonas
Kubéwa Amazonas
Pirá-tapuya Amazonas
Suriana Amazonas
Tukano Amazonas
Tuyuka Amazonas
Wanana Amazonas
Yebá-masã (Makuna) Amazonas
YANOMAMI Ninám Roraima
Sanumá Roraima
Yanomán Roraima
Yanomami Amazonas/Roraima
MAKÚ Bará Amazonas
Guariba (Wariía-Tapuya) Amazonas
Húpda Amazonas
Kamã (Dow) Amazonas
Nadeb Amazonas
Yahúp Amazonas

LÍNGUAS

ISOLADAS

Aikanã Rondônia
Arikapú Rondônia
Awaké Roraima
Irantxe Mato Grosso
Jabuti Rondônia
Kanoê Rondônia
Koaiá Rondônia
Máku Roraima
Trumai Mato Grosso
Tikuna Amazonas

 

 

7. Atualizações no site Iandé

 

A-) Foi acrescentado na lista de discos de Música Indígena, um CD gravado pelos índios Pankararu

 
 
Iandé - Casa das Culturas Indígenas : rua Augusta 1.371 , loja 07 - Galeria Ouro Velho - São Paulo
Horário de funcionamento:   
segunda a sexta das 9:00 às 17:30h
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