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As frases seguintes foram ditas por pessoas que presenciaram ou participaram de conflitos contra índios e outros povos tradicionais. São palavras de preconceito e violência. Por trás dessas palavras, em todos os casos, esconde-se a cobiça pelas terras onde vivem os índios e pelos recursos dessas terras que podem ser transformados em dinheiro.

 

  • "A entrada e a guerra que há de se fazer aos bárbaros (...) que possa ser mais ofensiva, degolando-os e seguindo-os até os extinguir, de maneira que fique deste castigo a todas as mais nações que confederadas com eles não temiam as armas de Sua Majestade."
    (Mathias da Cunha ; governador geral do Brasil, 1688)
  • "(...) acordados a tiros e a facão nem procuram defender-se e toda heroicidade dos assaltantes consiste em cortar a carne inerme de homens acobardados pela surpresa. Depois de batidos dividem-se os despojos que são vendidos a quem mais der, entre eles troféus do combate e as crianças apresadas "
    (Eduardo Hoernham; inspetor do Serviço de Proteção ao Índio, relatando o procedimento dos bugreiros, caçadores de índios contratados pelo governo de Santa Catarina para "limpar" as regiões destinadas aos assentamentos para colonos europeus no início do século XX, 1912)
  • "É hora de acabar com esses parasitas, uma vergonha. É hora de acabar com eles; é a hora de eliminar estas pestes. Vamos liquidar estes vagabundos."
    (Antônio Mascarenhas; seringalista que participou do ataque aos índios Cinta-Larga de Rondônia, conhecido como o "Massacre do Paralelo 11", em 1963)
  • "As terras já demarcadas são mais que suficientes às necessidades dessa espécie de gente, que quase nada produz."
    (Oscar Castelo Branco; madereiro que comandou um ataque aos índios Tikuna do Amazonas, onde morreram 14 índios - publicado na Folha de São Paulo em abril/88)
  • "(...) se devia levar-lhes a varíola para acabar com eles de uma só vez, porquê a varíola é a doença mais terrível para essa gente."
    (comandante do quartel de Santana dos Ferros, na Bahia, início do século XIX)
  • "Não será a prosperidade da família de um colono dedicado ao trabalho duro, buscando com o suor do rosto, criar um novo lar para seus filhos e seus netos, mais importante que o bem estar de um bando de selvagens, com a qual aquela prosperidade poderia interferir ?."
    (
    Franz Keller ; engenheiro alemão que realizou levantamentos para a colonização do Paraná por imigrantes europeus em terras onde já viviam índios, 1874)
  • "Aí o gerente reunia os seringueiros com os mateiros, cinco ou seis mateiros e iam fazer a expedição. Matar mesmo. Matar. Isto era a ordem e era severa, como na guerra. Matar. Quer dizer que ali eram duas nações, uma contra a outra. (...) A flecha ia daqui para lá e a bala vinha de lá para cá. (...) Não havia justiça, tudo era bruto, as autoridades eram os patrões que faziam e desfaziam.."
    (Raimundo Mendes da Silva; agricultor contando memórias sobre a colonização de Rondônia, 1987)
  • "Em primeiro lugar se deve defender os brancos contra a raça vermelha. Qualquer catequese com outro fim não serve. (...) Se a tentativa não der resultado algum (...) então, sem mais prestar ouvidos às imprecações enfáticas e ridículas de extravagantes apóstolos humanitários, proceda-se como o caso exige, isto é, exterminem-se os refratários à marcha ascendente de nossa civilização."
    (Hermann von Ihering; cientista alemão defendendo a invasão de terras onde viviam índios no Paraná e Santa Catarina, por imigrantes europeus , fim do século XIX)
  • "Longe de condenarmos o emprego da força para civilizar os índios é forçoso convir que não havia algum outro meio para isso. Nós mesmos, hoje em dia, havemos de recorrer a ele, quer em benefício do país, (...) quer finalmente a benefício desses mesmos infelizes que, ainda quando reduzidos à condição dos africanos escravos na nossa sociedade, lograriam uma vida mais tranquila e segura, à que lhes proporciona a medonha e perigosa liberdade de seus bosques."
    (Francisco Adolpho de Varnhagen; historiador do século XIX)

 

Essas frases foram publicadas nos livros:

"Outros 500 - Construindo uma nova história", do CIMI; "O índio na história do Brasil", de Berta Ribeiro; "Are", de Marcos Santilli; e "O homem índio sobrevivente do sul", de Silvio Coelho dos Santos

 
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